Como escrever uma Regra de Análise no Microsoft Sentinel

Uma boa Regra de Análise no Microsoft Sentinel começa com o comportamento que se deseja detetar e as fontes que podem prová-lo. Em seguida, escreva KQL que retorna uma unidade de investigação clara, defina a frequência e o Lookback, mapeie Entidades, determine a Gravidade e o MITRE, escolha o Agrupamento e realize Testes e Ajustes. O objetivo da regra não é gerar muitos Alertas, mas sim criar Incidentes que possam ser compreendidos, verificados e sobre os quais se possa agir.
É fácil escrever uma Query que retorna linhas. É mais difícil transformá-la numa Deteção estável. Uma Regra de Análise é executada ao longo do tempo em dados variáveis, cria Alertas, afeta a carga de trabalho dos analistas e, por vezes, aciona a Automação. Um erro na definição da janela de tempo, Entidade ou Threshold pode criar duplicações, perdas ou uma resposta incorreta.
O Microsoft Sentinel suporta vários tipos de regras de Análise. As regras agendadas (Scheduled rules) são as mais comuns e baseiam-se em KQL que é executado em intervalos de tempo e examina um período de Lookback. Existem também as NRT — Near Real-Time — e modelos ou deteções integradas dependendo da plataforma. Este guia foca-se na regra de consulta agendada (Scheduled query rule), pois permite compreender todos os componentes de planeamento.
A exemplo é Password Spray num ambiente de laboratório. Não se destina a monitorizar pessoas sem autorização, e os Thresholds não são uma recomendação universal. Devem ser calibrados em relação à Linha de Base, à arquitetura de identidade e ao VPN/Proxy da organização.




