Triage em SOC: Como priorizar alertas sem perder um incidente real

Triage em SOC é a triagem e avaliação inicial de um alerta para determinar o que é urgente, o que requer investigação profunda e o que pode ser fechado. A decisão não se baseia apenas na Severidade que o sistema apresentou, mas numa combinação da criticidade do ativo, sensibilidade do utilizador, confiabilidade do sinal, técnica identificada, extensão da atividade e impacto potencial.
Num turno SOC, o analista não tem a possibilidade de investigar todos os alertas com a mesma profundidade e na mesma ordem. A fila de alertas continua a encher, alguns sinais repetem-se, e um incidente real pode esconder-se entre dezenas de alertas com gravidade semelhante. O objetivo do Triage é decidir rapidamente onde investir a atenção – sem transformar a velocidade num atalho perigoso.
Triage não é uma investigação completa. É uma fase curta que produz um panorama inicial: o que aconteceu, quem ou o que é afetado, quão fiáveis são os dados, existe um perigo imediato e qual é o próximo passo. O Microsoft Sentinel, por exemplo, centraliza alertas, entidades, gravidade, status e mapeamento ATT&CK num incidente, mas a responsabilidade de avaliar o contexto permanece com o analista.
O método neste artigo baseia-se em cinco fatores: ativo, identidade, comportamento, confiabilidade e impacto. É adequado para vários produtos SIEM e pode ser transformado numa tabela de decisão ou em tarefas de incidente fixas. O uso consistente do método também facilita a passagem de turno e a auditoria retrospetiva.




